

Americana: Avenida Brasil e suas palmeiras imperiais
(Marilia Pierre)
Americana
Os primeiros registros sobre a ocupação
do território de Americana datam do final do século
XVIII e fazem menção a Antônio Machado de Campos,
Antonio de Sampaio Ferraz, Francisco de São Paulo e André
de Campos Furquim, que se estabeleceram nas terras de Salto Grande,
distribuídas ao longo das margens dos rios Atibaia e Jaguari,
afluentes do Rio Piracicaba. Cultivavam a cultura de cana de açúcar
e aguardente.
Em meados do século passado, crescia o plantio de café
e em seguida o de algodão, juntamente com as famosas melancias
do tipo "Cascavel da Georgia".
A construção da Companhia Paulista de Estrada de
Ferro, iniciativa dos fazendeiros de café da região,
facilitava o escoamento desses produtos regionais. Nesse período,
com o loteamento de terras ao redor da estação, pelo
Capitão Ignácio Correa Pacheco, formou-se o 1º
Núcleo Urbano.
A estação de Santa Bárbara, como se chamava
no início, teve sua inauguração em 27 de agosto
de 1875, com a presença de D.Pedro II.


Araçatuba
As cidades, assim como os homens, têm uma história.
A de Araçatuba está intimamente ligada ao surgimento
da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. Em plena mata virgem e sem
nenhum vestígio de colonização, a referida
Ferrovia inaugurada a 2 de dezembro de 1908, no quilômetro
281, num tosco vagão, sua estação, polo avançado
no noroeste do Estado.
Araçatuba começou a nascer em 1908 e seu desenvolvimento
inicial é atribuído a emigrantes Italianos, os primeiros
que aqui aportaram por volta de 1910/11, desbravando a terra e dando
início ao chamado Ciclo do Café. Enfrentando o índio
Caigang, que não admitia a presença do branco, vieram
os Portugueses, que como feitores de linha iniciaram o comércio,
indústria, lavoura, serrarias e construções.
Vieram os Espanhóis, mais afetos à lavoura, os de
descendência Síria, com suas lojas e os Japoneses,
dando início assim a novos ciclos na economia da região.

Hortolândia
O início tem origem entre o final do século
XVIII e o começo do século XIX, quando a região
incluía as sesmarias de Joaquim José Teixeira Nogueira,
um dono de engenho de cana-de-açúcar. Durante o período
da abolição, 1888, o neto de Nogueira, Francisco Teixeira
Nogueira Junior, repartiu uma área da terra entre seus antigos
escravos. A doação verbal não se concretizou
e a área passou a pertencer a um médico americano
conhecido com doutor Jonas. A ausência de documentos e registros
de casas dessa época indica uma região pouco povoada.
O local era ponto de parada para tropeiros, colonos e escravos
que costumavam descansar onde hoje é o bairro Taquara Branca,
à beira de um riacho. Era ali que os viajantes preparavam
um pirão feito de farinha de mandioca, cachaça, açúcar
e mel, o Jacuba, que acabou batizando o vilarejo.


Lins
Nos primeiros anos do século XX, os trilhos
da estrada de ferro Noroeste do Brasil, fizeram instalar-se às
margens do Riacho Douradinho, um aglomerado de casa e um oratório
em homenagem a Santo Antônio. O aglomerado passou a ser conhecido
como Santo Antônio do Campestre. Em 1908, a Estação
do Campestre teve seu nome mudado para Estação Albuquerque
Lins. Em 30 de dezembro de 1913 foi promulgada a lei no.1408, criando
o Distrito de Paz de Albuquerque Ltda. Em dezembro de 1914, o Distrito
de Paz foi transferido para o Município de Piraju, distrito
que era pertencente a Bauru. Em 1919 foi criado o Município
de Albuquerque Lins (Lei 2182-A) 1916, o município passou
a denominar-se Lins.


Nova Odessa
Em 20 de abril de 1798, a Joaquim José Teixeira
Nogueira e Ignácio Caetano Leme, nas margens do Ribeirão
do Engano -Barra do Quilombo.
Em 20 de abril de 1799, a Maria Tereza do Rosário, Joaquim
da Silva Leme e Rafael de Oliveira Cardoso, Ribeirão do Engano
Barra do Ouilombo.
Em 2 de abril de 1802, a João do Prado Câmara, João
de Souza Azevedo e Maria Ferraz Quilombo.
Em 6 de agosto de 1822, a Gerónimo Cavalheiro Leite, Pedro
Antunes de Oliveira e Capitão André de Campos, terras
no Quilombo.
Somos levados a assumir que a sesmaria de Joaquim José Teixeira
Nogueira (1798) abrangia terras que hoje compõem Nova Odessa
e municípios vizinhos. É fácil seguir a descendência
do Sargento Mor (depois Capitão) Joaquim José Teixeira
Nogueira, desde as grandes propriedades do século XIX, às
fazendas e sítios do século XX. Os córregos
São Francisco, Palmeiras (hoje Palmital) e Capoava, levam
o nome de propriedades suas ou de seus descendentes. Devemos também
presumir que os limites de outras sesmarias também atingissem
áreas que hoje fazem parte do nosso município..


Paulínia
A história da cidade de Paulínia
remonta à época colonial, quando o governo português
doava sesmarias (grandes extensões de terra) a pessoas interessadas
em cultivá-las. Em nossa região, há notícias
de duas grandes sesmarias doadas em 1796 e 1807 que, pela localização
(entre os rios Atibaia e Jaguari) ficavam onde hoje está
Paulínia. A região que hoje compreende a cidade era
um sertão inculto, nos arredores de Campinas, com flora e
fauna exuberantes, habitado por índios.
Em 1885 o Comendador Francisco de Paula Camargo comprou a Fazenda
São Bento, enorme propriedade de terra, para produzir café,
cujas primeiras mudas, seu avô materno, homônimo, havia
trazido do Rio de Janeiro para Campinas em 1817. Além da
São Bento, outras grandes fazendas da região da atual
Paulínia eram: A Morro Alto (de José Guatemozin Nogueira),
a São Luís (de Francisco da Rocha), a Fortaleza (de
Domingos de Salles Júnior), a São Francisco (de Heitor
Penteado e seus irmãos), a Santa Genebra (pertencente ao
Barão Geraldo de Rezende que localizava-se onde hoje está
aquele distrito), e a maior de todas, em terras onde hoje está
a cidade de Cosmópolis, chamada de Fazenda do Funil ( pertencente
a José Paulino Nogueira, seus irmãos: Artur, Sidrack
e seu genro Paulo de Almeida Nogueira).


Penápolis
Aos 25 de Outubro de 1.908, em 25 de outubro, foi
criado o Patrimônio de Santa Cruz do Avanhandava, com a tomada
de posse pelo frei Bernardino de Lavale, da Congregação
dos Frades Capuchinhos, de terras doadas para a criação
da cidade por Eduardo de Castilho.
Em 17 de novembro de 1.909 foi criado o Distrito de Paz de Penápolis
em homenagem ao Dr. Afonso Augusto Moreira Penna, Presidente da
República falecido neste ano. O Distrito pertencia ao município
de comarca de Rio Preto e era uma vila progressista, já incorporada
ao ciclo do café.
Com o processo de interiorização da ocupação
paulista, muitas famílias foram em busca de novas terras
e oportunidades, trazendo o “progresso” à região.
Em 22 de dezembro de 1.913, através da Lei Estadual nº
1.397, foi criado o município de Penápolis, e em 10
de outubro de 1.917 pela Lei nº 1.557, a Comarca de Penápolis,
como uma das maiores da região.


Promissão
Pela primeira vez em 19 de fevereiro de 1908 chegou
na estação Hector legrú a barulhenta maria
fumaça
Antes disso só os índios Caingangs residiam por aqui,
e os mesmos fugiram com a chegada da estrada de ferro, pois eram
capturados por "bugreiros" que os escravizavam.
1915, chegaram os primeiros moradores do vilarejo: Francisco Gimenes,
Olívio P. Ramos, José Real, Hermelindo A. de Sá,
Antônio Dinalli, Antônio Rotondaro, Silvano Faria etc.
1917, vindo de Jaboticabal, e depois de uma rapida estada em Miguel
calmon(Avanhandava) chega em Hector Legru o Coronel João
Francisco Coelho que foi o ilustre fundador de Promissão.

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